Foz do Iguaçu: Aterro Sanitário de Foz é o mais completo do Paraná

setembro 7, 2011

Investimentos nos últimos anos garantiram ao local o nível máximo de segurança contra possíveis contaminações do solo e lençol freático;

O processo de destinação do lixo vem recebendo atenção especial em Foz do Iguaçu. A operação adequada do aterro sanitário da cidade evita grandes impactos ao meio ambiente. Os investimentos realizados nos últimos anos garantiram ao local o nível máximo de segurança, eliminando riscos à saúde da população. A iniciativa tornou o Aterro Sanitário de Foz referência no Paraná.

De acordo com dados do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), ainda relativos a 2010, apenas 38% das cidades paranaenses possuem aterros sanitários. Destes, Foz do Iguaçu é um dos poucos que possui área própria e segue rigorosamente as determinações ambientais.

“O Aterro é um dos mais completos do Paraná. Pessoas de Londrina, Curitiba e outros municípios vêm até nossa cidade conhecer o padrão de qualidade da estrutura. Recebemos constantes visitas de alunos das escolas e faculdades. Hoje todas as exigências são cumpridas rigorosamente”, destaca o diretor de Serviços Urbanos, Pedro Basso.

Drenagem – Na decomposição dos resíduos ocorre a liberação de gases e do chorume (líquido percolado que escorre do lixo). Para evitar a contaminação da água e do solo, alguns cuidados básicos devem ser observados, entre eles, o controle da origem, quantidade e qualidade dos materiais dispostos no local.

Para controlar a emissão de gases e do chorume sobre o aterro foi necessária a construção de um sistema de drenagem interna. Este procedimento é exemplar em Foz. O aterro iguaçuense, mantido pela prefeitura, esta na seleta lista de cidades que realizam a recirculação do chorume através da captação do lixo, por meio de drenos de base, que executam o tratamento em lagoas de decantação.

O procedimento adotado reflete a preocupação em evitar a contaminação do solo e dos lençóis freáticos. “A manutenção é realizada constantemente e o local possui balança, o que proporciona um controle rígido do que está sendo depositado. Tudo é pesado e cadastrado. Todo esse cuidado garantirá mais sete anos de vida útil ao aterro de Foz”, observou Basso.

Outros pontos positivos na estrutura é a instalação da cortina verde, formada através do plantio de eucalipto, que isola o odor, a coleta de gás, cerca de proteção, área administrativa e, principalmente, não há a presença de animais e catadores.

Em caso de condições desfavoráveis, como em épocas de chuvas, o aterro também possui cobertura de área. Desta maneira o material é coberto e não há a penetração de água nas valas.

Atualmente, o local recebe uma média de 140 toneladas diárias de lixo, incluindo materiais da coleta residencial e comercial, além de inertes, lixos gerados em empreiteiras, galerias pluviais, caçambas, podas entre outros recolhidos pela Vital. “Se houver uma ênfase maior na coleta seletiva, com apoio da comunidade, mais produtos serão reaproveitados, preservando a capacidade e prolongando a vida útil do aterro”, concluiu o diretor.

Para conseguir o licenciamento ambiental, cada aterro passa por três fases distintas de avaliação. A primeira delas é a licença prévia, onde os técnicos do IAP observam a profundidade do lençol freático e verificam se as instalações não oferecem riscos aos moradores próximos.

Na segunda fase os aterros sanitários passam por uma análise criteriosa, que irá identificar se as instalações estão dentro dos padrões de segurança. A licença ambiental do IAP é concedida por um período de dois anos. A validade do atual licenciamento do aterro iguaçuense termina em 2012.



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